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DICA DO DIA

Charles Bukowski - livros - resenhas

Charles Bukowski - livros - resenhas (este texto encontrei no site indique um livro - o link esta no final)



Indique um Autor: Charles Bukowski

Henry Charles Bukowski Jr (nascido Heinrich Karl Bukowski; Andernach, 16 de agosto de 1920 — Los Angeles, 9 de março de 1994)
Não deve ter sido fácil ser um cidadão estado unidense após a Segunda Guerra Mundial. Por um lado, havia toda pressão de maior país do mundo, de potência mundial, onde o sonho americano mais que uma possibilidade era quase uma obrigação a todo cidadão e, por outro, havia uma semi-consciência pesada pelas atrocidades cometidas nessa guerra, principalmente após os ataques com a bomba atômica em Hiroshima e Nagasaki. Em Bukowski, se pode ver uma completa tentativa de apagamento de qualquer marca dessas duas oposições: tanto do americano belo, bom e bem sucedido, quando daquele que se vê margeado por uma espécie de culpa. A palavra para Bukowski é um vírus, uma violência que ele evita até o fim, mas que escapa entre suas orgias e bebedeiras. Confira o especial sobre o autor:
Obra-Prima: Misto Quente
O livro narra fragmentos da vida de Henry Chikaski, personagem que é um alter ego do escritor e que aparece em diversos livros do mesmo.
O garoto alemão, que vive com a família em um bairro pobre dos Estados Unidos é filho de um pai fracassado, violento e abusivo, e de uma mãe submissa e ignorante. A sua realidade é dura, cruel, amarga e solitária: começa com uma criança assustada com o pai, passa a um adolescente que enfrenta crises com os amigos e descobre a sexualidade de forma vulgar, e termina com um adulto sem perspectiva e repleto de vícios.
O que Bukowski conta no livro é, pura e simplesmente, a vida real, sem contornos e sem disfarces. É exatamente na sua capacidade de se mostrar em máscaras para o mundo que reside o motivo do sucesso do seu trabalho: ele transformou o caos em arte.
Primeiros Passos: Factótum
O enredo acompanha a vida de Henry Chinaski, alter ego de Bukowski. Protagonista de vários de seus livros e contos, Chinaski é o retrato de um típico americano fracassado: considerado inapto para o serviço militar, não consegue achar emprego em plena Segunda Guerra Mundial. Assim, Chinaski acaba virando um verdadeiro anti-herói americano. Sem emprego, profissão ou perspectiva, acaba cruzando o país atrás de oportunidades. E, assim, Bukowski vai narrando os problemas e aventuras que cercam seu alter ego.
A escrita do Buck, como sempre, é sensacional. A leitura flui de maneira leve e sucinta, apesar de toda a agressividade da história em si. O que mais chama a atenção é a maneira com a qual a história é relatada. São verdadeiros ciclos que prendem o protagonista em um único acontecimento, porém relatado de maneiras distintas. Achar um emprego, uma casa e, logo em seguida, botar tudo a perder, seja com a bebida, com as mulheres ou com o jogo. E claro, com muitas mulheres lhe causando problemas a sua volta. E é esse ciclo sem fim que encanta.
Vale a Indicação: Mulheres
O livro, nada convencional, conta as aventuras e desventuras amorosas de Henry Chinaski (Hank), o famoso alter ego de Bukowski: alcoólatra, poeta e amante de música clássica. Página por página, vemos o nosso querido anti-herói procurar seu verdadeiro amor e, dessa forma, após um longo jejum sexual, ele vai se encantando e se apaixonando por mulheres como Lydia, April, Dee Dee, Cecília, Liza, Sara, Valerie, e muitas outras! E um homem tão atormentado como ele não poderia fazer outra coisa na vida de todas essas moças a não ser enlouquecê-las, bagunçando todo o seu universo e as fazendo sofrer.
De forma engraçada e seca, vamos nos deliciando com as dores e delícias de se tentar redescobrir o amor após os cinquenta anos de idade, e neste livro, que é o terceiro romance de Bukowski, vemos a essência de sua literatura condensada de forma magistral. A cada parágrafo, nos tornamos mais despudorados e entendemos que pode haver beleza em traições, bebedeiras e trepadas em lugares esquisitos. Ao narrar uma parte da vida de Hank, Bukowski poetisa a marginalidade das grandes cidades e mostra que existe amor até para os velhos, feios e rejeitados – aqueles que não se encaixam.
O mais diferente: O amor é um cão dos diabos
Considerado por Jean-Paul Sartre o “melhor poeta da América”, Charles Bukowski paralisa e emudece com sua escrita. Ultimamente elevado ao status de persona cult, sua veia poética é, assim como sua prosa, uma navalha que desenha imagens bruscas, repletas de uma luz negra que expõe as vísceras cotidianas.
Neste livro, “O amor é um cão dos diabos”, o velho safado nos canta, através de seu piano marginal, histórias sobre mulheres que passaram por sua vida, madrugadas solitárias, bares e becos cinzentos, perdas, morte, sexo e literatura – tudo costurado com sua ironia urbana, popular, o que permite rápida identificação.
Bukowski escreve de forma bastante autobiográfica, cáustica, e realmente conta vivências através de seus versos, expostos de forma crua, direta, sem arabescos poéticos, mas nem por isso menos sensível.
Vale a lembrança: Notas de um Velho Safado

As notas foram escritas a pedido de Bryan dono do jornal Open City (onde as notas foram publicadas), que queria uma coluna semanal do velho safado em seu jornal. Bukowski aceitou e, a partir dali, começou a escrever aquilo que, para nós e para os leitores que virão, é uma viagem excêntrica à intrigante (alguns diriam doentia) mente do escritor germano-americano.
Os textos são, em geral, curtos. Alguns são contos, outros são crônicas e existem ainda algumas frases. Linguagem escrachada, pontuação estranhamente colocada em algumas partes e uso interessante das letras maiúsculas são também algumas características das notas de Bukowski. Com uma leitura atenta, pode-se perceber bem o porquê da forma como está escrito, com todos os “erros”. Bukowski tenta sempre destacar algumas palavras-chave ou dar ênfase em determinadas falas, ou às vezes simplesmente mostrar que a personagem está gritando.

Leia também outras resenhas de Charles Bukowski:

Organizado por Luiz Antonio Ribeiro

Sobre o autor

 Formado em Teoria do Teatro pela UNIRIO, mestrando em Memória Social na área de poesia brasileira e graduando do curso de Letras/Literaturas. É adepto da leitura, pesquisa, cinema, cerveja, Flamengo e ócio criativo. Em geral, se arrepende do que escreve. Facebook:http://www.facebook.com/ziul.ribeiro Twitter: http://www.twitter.com/ziul

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